quinta-feira, 28 de outubro de 2010

28 DE OUTUBRO - DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

A você, servidor / servidora pública, de qualquer esfera – municipal, estadual e federal -, nossos parabéns neste dia – 28 de outubro, Dia do Servidor Público ! Afinal são vocês que tem uma grande responsabilidade: a de manter escolas, hospitais, repartições e secretarias em funcionamento, e como sabem,é difícil manter um setor em pleno funcionamento quando as condições de trabalho são precárias e o salário achatado. Sabemos também que muitas pessoas não acreditam no (a) servidor (a) ou no seu trabalho, pois para muitos ele (a) é aquele (a) que não perde o emprego, ganha muita grana, é rancoroso (a), folgado (a), enfim, é alvo de várias críticas; mas cada situação é uma situação, afinal boa parte dos servidores vive em situações precaríssimas. Em Itaberaba, por exemplo, há muitos servidores na ativa, aposentados e pensionistas, que foram vítimas de gestores mal-intencionados, não recebendo o salário do ano de 2000, e com ele o décimo - terceiro e outras obrigações! É pouco? Calma, tem mais.
 Isso virou um processo gigantesco que tramita pela justiça até os dias de hoje... Em novembro de 2008, em outra gestão, os servidores, impulsionados pelo caos instaurado na administração pública, como atraso de salários e a calamidade presente nas escolas e setores da Saúde, decidiram por paralisar suas atividades por mais de 20 dias; com isso, o prefeito na época se achou no direito de ingressar na Justiça, com petição alegando abusividade de greve, e ressaltando que a greve tinha outros fins, exceto o de interesse das categorias, entretanto, o magistrado que julgou o caso entendeu que a reivindicação era de competência da Justiça comum, o que decidiu por incompetência no julgamento da demanda. O SINDSERVI nunca fora notificado.
 O fato só foi descoberto por meio de pesquisas na internet. A história parecia ter sido encerrada se não fosse o corte efetuado a mando do prefeito nos salários dos grevistas, e até mesmo dos servidores não grevistas. Afinal, tem servidores que saem de férias, são licenciados e aqueles que não aderem a greves. Muitos destes não foram poupados. Notem, o tal prefeito deixou o governo municipal em dezembro de 2008. Agora, dia 25 de outubro de 2010, em reunião com os representantes da gestão atual, a diretoria do SINDSERVI na tentativa de negociar o pagamento da dívida trabalhista do ano de 2000, foi surpreendida pela declaração do Procurador do Município, que advertiu: “... Olha, e o pior é que há uma ação contra o sindicato, daquela greve de 2008, e a Justiça quer saber se os servidores estão paralisados?”. Risada geral dos presentes na reunião. É assim a vida do servidor... Quem critica, deveria pelo menos tentar fazer um concurso público e se juntar à turma!
Bom, apesar de tudo, e dos super poderes de prefeitos, governadores e presidentes, a todos os servidores, neste dia, reafirmamos os nossos sinceros votos e considerações, lembrando que o compromisso com o público deve ser sério e ético, afinal, devemos valorizar cada centavo que o povo brasileiro gasta em impostos para se ter serviços de qualidade.

sábado, 28 de agosto de 2010

MAIS UM PROCESSO CONTRA O MUNICÍPIO DE ITABERABA

Depois de quase 2 anos tentando negociar o pagamento integral do salário dos servidores municipais, meses de novembro e dezembro, agora no mês de agosto a diretoria do SINDSERVI resolveu partir para Justiça.Em mais um processo contra o Município de Itaberaba.
Em outubro de 2008, os servidores municipais decidiram entrar em greve diante de um governo desastroso do prefeito Washington D. Neves e seu reflexo na cidade e no serviço público. Possivelmente como retaliação, o prefeito e seu grupo de forma ardilosa e venenosa cortaram parte do salário dos servidores. “Possivelmente”, porque alguns servidores sequer participaram da greve, pois estavam de férias ou licença, e mesmo assim tiveram os vencimentos reduzidos.
Os servidores da Educação - professores, coordenadores, auxiliares de classe e diretores - tiveram um corte em torno de mais de 50% do salário em um único mês – o de novembro, e os servidores denominados de “Pessoal de Apoio” -zeladoras, vigilantes, secretárias, etc. - , mantidos pelos recursos do FUNDEB, tiveram o salário cortado em dois momentos, um corte no mês de novembro e outro no mês de dezembro. Este último foi executado no dia 10 de janeiro de 2009, já no governo da coligação PT, PV e PCdoB. Apesar do esforço da diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Itaberaba para evitar o desfalque no salário dos servidores, a nova gestão alegou que não poderia evitá-lo uma vez que até o dia 10 a folha de pagamento era de responsabilidade do ex-gestor. Pasmem! Interessante registrar que, apesar da greve geral, os salários cortados atingiram apenas os servidores da Educação e alguns setores da Saúde como o CEO, CEMUR e CAPS;e neste caso a desculpa dos representantes do Munícipio foi a de que os recursos do Fundo de Saúde para pagamento dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2008 só estariam disponibilizados pelo fundo no início do ano de 2009.
Por sua vez a gestão da coligação PT, PV e PCdoB alegaria que o ex-prefeito Washington Neves não havia empenhado, e que se o servidor quisesse receber teria que buscar o seu direito na Justiça. Oh, mundo pequeno! Com isto, e agora já na gestão do prefeito João Filho, que se nega a pagar a dívida também com os trabalhadores, a entidade sindical vai a Justiça buscar este direito. Provavelmente será mais um processo longo e penoso para o servidor, e como sempre, mais uma vez o Município de Itaberaba, devido aos desmandos destes políticos mal - intencionados, somará a sua folha corrida uma dívida desnecessária com juros e multas cujo ressarcimento obviamente sairá dos bolsos dos seus cidadãos.
Afinal, os prefeitos que por aqui passam e provavelmente passarão fazem as bobagens mas não explicam onde é gasto(?) o dinheiro... Recursos de fundos sagrados como o do FUNDEB, o de SAÚDE, e POBRES DE NÓS, SERVIDORES E MORADORES DE ITABERABA! Parece que nem o troco nas urnas resolve isto...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PREFEITO, CADÊ O SALÁRIO DO ANO DE 2000?


No Brasil geralmente o trabalhador não tem vez (... mas é por isso que existem os sindicatos!). Trabalha, faz o país crescer, mas como dizem, além de ser “pés e mãos do patrão” é geralmente passado para trás. O servidor municipal de Itaberaba, aposentados, pensionistas e prestadores de serviço foram vítimas de uma gestão, que ao fim do mandato deu um tremendo calote ao não pagar o salário e décimo - terceiro do mês de dezembro do ano de 2000. De lá para cá, apesar dos vários prefeitos eleitos pelo povo, que assumiram a Prefeitura e tinham a caneta, a pendência continuou, onde todos se negaram notoriamente a atender o anseio destes trabalhadores.
 Mas foi agora no ano de 2010, que o servidor ficou sabendo que tinha ganhado na Justiça esta lide. Enfim, poder-se-ia esperar que tudo fosse resolvido. Nada disso.
Agora os litigantes correm o risco, apesar de terem ganhado o pleito, de amargar uma “vitória de Pirro” ou perder uma causa vencida como ocorreu ao “judeu Shylock” do conto Mercador de Veneza de Shakespeare. Um processo que demorou 10 anos para a nossa vistosa, elegante e ágil Justiça baiana reconhecer o direito do trabalhador, agora estar à disposição da boa vontade do prefeito João Filho (DEM) para decidir “quando será disponibilizado” o pagamento do trabalhador. Da panela quente para a fornalha?
Interessante dizer que o prefeito estar a mil, com seus candidatos a deputados na eleição atual para Deputados e Presidente, e esperamos que o próprio servidor, os inativos e seus parentes fiquem atentos (mas bem atentos mesmo!), pois se o prefeito, apesar da cobrança do Sindicato, por ofícios, não se prontificou a negociar a dívida, como poderá ser agraciado nas urnas com um voto de confiança para as suas lideranças? Sejamos honestos, não merece o respeito do servidor e sequer da população, pois dar às costas a uma situação como esta, é pensar que as pessoas são tolas e ignorantes...
 Afinal, por outro lado, o dinheiro não é do prefeito ou do seu grupo, pois pertence ao erário e ao povo, e sentar à mesa de negociação com o sindicato não é tão amargo. Ou é, prefeito? Se for, de início, envie então um preposto! Acorda, senhor João Filho do DEM, prefeito de Itaberaba, desça do pedestal e negocie com os servidores e Sindicato; você é apenas e meramente um funcionário do povo!
Imagem: WEB

sábado, 1 de maio de 2010

1º DE MAIO: PARABÉNS, TRABALHADORES E TRABALHADORAS DE ITABERABA

A diretoria do SINDSERVI parabeniza a todos os trabalhadores de Itaberaba neste 1º de Maio. Dia de refletirmos nossa conduta enquanto entidade sindical e enquanto trabalhador e trabalhadora que tem a responsabilidade de fazer um país mais justo, com menos desigualdade, e promissor para as novas gerações. Neste 1º de Maio, o SINDSERVI reafirma a sua missão: continuar lutando por uma consciência de classe que não se resume a momentos de crise entre os trabalhadores e o patrão, mas uma consciência séria, autônoma, que se perceba cotidianamente nas nossas ações. O que demanda a compreensão de que a luta não é de um grupo apenas, mas de todos os trabalhadores que querem mudança, que querem os seus direitos assegurados, quando se sabe que no nosso País tudo deve ser conquistado. Inclusive o direito de ser cidadão pleno. Assim, sinceramente o SINDSERVI, sua diretoria, deseja aos trabalhadores de Itaberaba e aos servidores públicos neste dia sucesso na luta, e força para enfrentar os percalços de sua ocupação. A todos boa sorte!
Lembrando que sem união somos fracos mas unidos podemos resistir a tudo...

domingo, 25 de abril de 2010

SEGUE O IMPASSE DA REPOSIÇÃO SALARIAL 2010

As negociações de reposição salarial continuam. Na quinta-feira ( 22) a diretoria do SINDSERVI participou de mais uma rodada de negociação com os secretários do Municipio. Como sempre estes representantes do governo municipal alegam que o Municipio não pode atender o pleito de reposição defendida pelas categorias. Elas reivindicam 20%. O fundamento foi a atual situação do país, com inflação controlada, e a eterna crise dos Municipios.Alegaram também que o governo federal não repassa os recursos do FUNDEB de acordo com a demanda da educação.
Após quatro rodadas, neste dia (22) a gestão propôs uma reposição de 3% e se negou a aumentar o incentivo à sala de aula dos professores.Atualmente 18%. A proposta foi logo rechaçada.
A diretoria alega que no ano passado com todas as dificuldades, envolvendo a troca de prefeitos, terço de férias atrasado a reposição foi de 7%; por que então este ano seria apenas de 3%? Por fim o secretário de Administração Alberto Leal propôs 4% como forma de equiparar a perdas inflacionárias. Não foi aceito pela diretoria.
Com isto segue-se o impasse e nova negociação foi marcada para segunda-feira, dia 26.

E O 1º DE MAIO? O QUE SE TEM EM VISTA?

A diretoria do SINDSERVI, representantes do O GRITO! e estudantes da UNEB estão se organizando para as comemorações do 1º de Maio: Dia do Trabalhador. A comemoração não se resumirá a festas e não contará com bandas famosas.
A proposta é: dia 30 de abril - Na Universidade do Estado da Bahia - Campus XIII - estes grupos estarão discutindo o contexto atual em que se inserem os movimentos sociais, onde os representantes de entidades sindicais,de movimento estudantil , MST e grupos independentes como o próprio O Grito! debaterão o tema: Crise ou Novas Configurações dos Movimentos Sociais?
No sábado haverá um espaço para a música alternativa, onde estudantes e trabalhadores poderão se confraternizar ao som de músicas que fogem aos enlatados do dia-a-dia.Nada de banda famosa!
Haverá oportunidade também para a panfletagem no centro da cidade, distribuição de mais uma edição do Jornal O Grito! e a presença dos envolvidos na organização do 1º de Maio na Rádio Comunitária local.
Vamos aguardar!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

MERA IMPRESSÃO ?...

Itaberaba (57 mil hab.) sofre. Ela é vitima das crises corriqueiras de grandes centros urbanos, como in-segurança (pública), desemprego, pobreza, sistema de saúde precário, pessoas abandonadas nas calçadas, políticos mal intencionados, etc. Mas nem sempre foi assim. Entretanto estes fatores se complicaram e tomaram outra dimensão com o aumento populacional, ou ainda por falta de providências por parte daqueles que são pagos para combaterem situações desta natureza, mas que simplesmente as ignoram. Mas se de um lado as autoridades são impotentes e permissivas, de outro, o povo emudece, consente. Os problemas aumentam, virando uma bola de neve sem tamanho, transformando uma cidade calma em um espaço de caos autorizado. As pessoas ao ignorarem os seus direitos optam em aumentar os muros de suas casas, reforçando portas e janelas com grades ou se provendo de cercas elétricas, nutrindo assim a velha história: o ladrão solto e o povo preso. Em Itaberaba, como em outras cidades do país, quando as autoridades falham , ou propriamente quando o Estado não cumpre o seu papel, o povo além das citadas formas defensivas improvisa. Por exemplo, em relação à in-segurança pública multiplicam-se na cidade as iniciativas de segurança privada, com seus homens percorrendo os bairros da cidade - fazendo rondas - , quando quem deveria fazer com maior frequência seria a própria policia militar. As noites são cortadas pelos assobios dos apitos dos vigilantes noturnos, enquanto isso a guarda municipal protege o patrimônio público e a polícia se recolhe à delegacia ou ao Batalhão de Polícia. Deste modo, vamos vivendo, ora pagando impostos e esperando ver o que vai dar, ora improvisando.
Mas se o Estado não cumpre o seu papel, nós da nossa parte alimentamos o erro quando aventuramos naquilo que parece ser mais fácil: pagar entre R$ 10,00 a R$ 15,00 mensalmente às iniciativas de segurança noturna para termos a ( falsa) sensação de proteção. Se o Estado por conta própria já passa esta "impressão" por que então devemos pagar duas vezes para termos a mesma sensação ? Quando mudaremos as nossas ações?

domingo, 21 de março de 2010

RODADAS DE NEGOCIAÇÃO NÃO AVANÇAM.

Após 04 rodadas de negociação junto aos representantes da Prefeitura, sem avanço, reuniões que contaram com os secretários de Administração, Finanças e pessoal de outros setores, a diretoria do SINDSERVI espera para esta última semana de Março a resposta escrita da pauta de reivindicação de 2010. Neste ano os servidores municipais reivindicam uma reposição salarial de 20%, incentivo à sala de aula de 20%; pagamento do pessoal de saúde referente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2008 (CAPS, CEMUR e CEO); e educação, referente à corte salarial dos meses de novembro e dezembro de 2008; ainda Plano de Saúde, Regularização do Conselho Fiscal e Administrativo da ITAPREV, bem como a regularização do seu Controle Interno, reformulação das Leis (Estatutos e Planos) que regulamentam o trabalho do servidor público, licença - prêmio e a regularização da Guarda Municipal, além de outras reivindicações. Dois pontos causam impasse na negociação: uma, o percentual de reposição que ainda não foi definido pelo governo; o outro: a data para reposição, pois a entidade reivindica o mês de março, vez que o salário mínimo foi reajustado em Janeiro. Quanto à data base de reposição, apesar de documento assinado pelo prefeito João Almeida Mascarenhas nas negociações do ano passado, que previa a reposição para Março de 2010, segundo o Secretário de Administração, Alberto Leal, não será possível respeitar o termo. Alega que o retroativo de reposição salarial referente à Março de 2009, de 7%, é um dos empecilhos para garantir a reposição ainda neste mês de Março. E a queda de receita é outro para garantir uma reposição significativa, que atenda aos anseios dos servidores. A diretoria do SINDSERVI, não satisfeita, espera a resposta parcial, por escrito, da pauta de reivindicação, para convocar a assembleia e submetê-la a discussão, e de agora em diante passar parte da responsabilidade da negociação aos servidores, que deverão se posicionar diante das imposições do governo municipal. Caso necessário o apelo à paralisação (ou greve) será um dos caminhos para ampliar a discussão.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

“POLÍTICAS VARGAS AOS DIAS ATUAIS”

Iniciou na segunda-feira (08), com encerramento no sábado (13) o curso: Políticas Vargas aos dias atuais, uma parceria SINDSERVI e Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Os encontros realizados pelos estudantes do curso de Licenciatura em História do Campus XIII – Itaberaba /BA (7º semestre) acontecem na sede da entidade sindical e iniciam a partir das 19: 00h. Mas no sábado começará a partir das 14:00h e se encerrará às 19:00h. Além de temas pertinentes ao período são tratados temas atuais, regional e local, principalmente os de foco na ação sindical. Os debates giram também em torno das questões socioeconômicas, política e cultural do País, da política sindical/trabalhista, das resistências do período da ditadura militar, oportunizando reunir pessoas de diversos segmentos, entre estudantes, servidores públicos, trabalhadores de setores privados, desempregados, donas de casa, que tem nesta ocasião oportunidade de discutir, conhecer e apresentar suas expectativas sobre o movimento sindical brasileiro e a atual conjuntura nacional. Espera-se que experiências desta natureza sejam agora práxis na Sede do SINDSERVI, reunindo não apenas servidores municipais, mas a comunidade em geral, principalmente as pessoas que buscam, conforme Raul Seixas, uma “sociedade alternativa”, longe das amarras do sistema, conservador e cada vez mais excludente, no qual vivemos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O QUE É ASSÉDIO MORAL?

Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho. A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações". A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo. Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano. Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei. O que é humilhação? Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento. E o que é assédio moral no trabalho? É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego. Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima. Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe: 1.repetição sistemática 2.intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego) 3.direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório) 4.temporalidade (durante a jornada, por dias e meses) 5.degradação deliberada das condições de trabalho Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos. O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso. A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho. A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.

(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link: http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000. Disponível em: www.assediomoral.org onde “o uso deste material é livre, contanto que seja respeitado o texto original e citada a fonte”.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SINDSERVI EM PROCESSO DE AMPLIAÇÃO E REFORMA

Após assembleia última os servidores municipais aprovaram sob júbilo à ampliação da sede da entidade. Estando localizada no centro da cidade, agora vai ganhar três andares. Com isto a diretoria visa, além de valorizar a luta sindical “simbolicamente”, mostrar que a entidade é autônoma financeiramente, capaz de progredir e resistir aos incômodos de toda natureza, mesmo com críticas de alguns poucos à diretoria subjudice e à luta sindical travada pelos servidores nestes 10 anos. Representará também, sem dúvida, a valorização de um patrimônio erguido a base dos esforços dos trabalhadores. No mais tardar, em junho deste ano, os servidores poderão contar com a nova sede ampliada e reformada a nível da competência do servidor público itaberabense, que a sustenta com sua contribuição mensal e seu entusiasmo. Com este passo também a diretoria espera fortalecer a entidade e atrair novos filiados, bem como avançar em outras ambições da entidade, e provavelmente do próprio servidor: acrescentar à medida a compra de veículo próprio, com vistas ao trabalho de base na zona rural de Itaberaba, compra do espaço recreativo dos servidores, e, além disto, buscar incrementar cursos de formação sindical regularmente, vez que o espaço estará adequado. O que será um processo lento, mas executável. Um objetivo a ser iniciado com esta diretoria e perseguido pelas demais. É o que se espera. Em breve, em fevereiro, será encomendado o projeto arquitetônico, que já está em via de negociação com técnico competente. Com isto em mãos será formada a comissão de servidores (as) para fiscalização da obra e dos gastos. Fica registrado antecipadamente: esta ação é resultado dos esforços de todas as diretorias que por ali (no SINDSERVI) passaram; independente das falhas de uma ou outra, independentemente mesmo das convicções ou das questões político-partidárias que envolvam os seus filiados ou simpatizantes, ou membros das diretorias. Todas merecem o crédito.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

1ª Assembléia de 2010 já começou quente!

Hoje quinta-feira (07/01) no Salão das Comunidades Zumbi dos Palmares, às 16h., instalou-se a primeira assembléia extraordinária do ano, do SINDSERVI , sendo presidida pelo presidente João de Deus. A pauta do dia foi a eleição dos membros do Conselho Municipal de Saúde, e a discussão e aprovação da pauta de reivindicação salarial do ano corrente. Como boa parte das assembléias esta foi mais uma disputadíssima principalmente no tocante a eleição dos conselheiros. De inicio quatro candidatos ao segmento Trabalhadores da Saúde se inscreveram. Um retirou a candidatura. Por fim, foram eleitos o funcionário público Stenio Bastos, com dezesseis votos, sendo portanto o titular e em segundo lugar a servidora Olga , suplente, com quinze votos.O terceiro lugar ficou com Jaqueline dos Santos, técnica em enfermagem, com quatro votos.Com isto a comunidade e os trabalhadores da Saúde terão dois representantes no Conselho. Os impasses da votação se resume no fato de que o candidato Bastos tinha o apoio explícito do governo, tanto assim que este compareceu ao lado de um dos seus representantes como a Vereadora Milzinha, que além do cargo que exerce, faz parte da bancada do prefeito João Filho (DEM-BA), e é também servidora da Saúde. Foi uma das votantes. O ato de escolha dos conselheiros dos demais segmentos que compõem o Conselho Municipal de Saúde foi organizado pela Secretária de Saúde na terça-feira, dia 5 , quando em uma reunião fechada os representantes do governo municipal iniciou a eleição para prover as cadeiras , em que, com a presença dos membros do SINDSERVI, pelos menos a escolha do segmento Trabalhadores da Saúde foi postergada para hoje, quinta-feira, dia 07, em que respeitando as normas da legislação em vigor a entidade buscaria pelo menos em relação a sua parte fazer a escolha dos membros de forma transparente no fórum dos trabalhadores e não em um lugar reservado, fugindo ao verdadeiro propósito que incumbe as funções do conselho e seus membros – transparência e busca pela legalidade . Com isto, uma vez convocada a assembléia, a eleição foi realizada dando oportunidade a todos que se enquadrassem nos requisitos o direito de candidatar-se ou eleger seu simpatizante a cadeira. Com a vitória do servidor Stênio Bastos, ao término da assembléia, “ouviram - se o ribombar dos fogos de artifício”. Cabe agora saber como o servidor irá atuar no conselho, vez que houve protesto de boa parte dos presentes da área de saúde, contrário a sua candidatura e sua explicita ligação com o governo municipal. Quanto à pauta de reivindicação salarial para 2010 os servidores decidiram aprovar a proposta de 20% para reposição salarial, ficando entendido que aquele percentual não cobria as perdas históricas a que vinham sofrendo as categorias do funcionalismo público, mesmo com todo o esforço da entidade sindical nestes últimos 10 anos. A pressa em discutir a pauta se justifica no fato de que o Governo Federal antecipará este ano o reajuste do mínimo para janeiro, não assegurando às demais categorias acima do referencial também o mesmo direito de antecipação. Com a pauta aprovada cabe agora apenas a entidade sindical manter os contatos com o governo municipal para iniciar as rodadas de negociação, uma tarefa difícil pela frente devido à reposição salarial de 7% do ano findo e que ainda tem o retroativo a ser regularizado a partir do mês de janeiro, e que provavelmente se chocará com a reivindicação deste ano.