domingo, 25 de abril de 2010

SEGUE O IMPASSE DA REPOSIÇÃO SALARIAL 2010

As negociações de reposição salarial continuam. Na quinta-feira ( 22) a diretoria do SINDSERVI participou de mais uma rodada de negociação com os secretários do Municipio. Como sempre estes representantes do governo municipal alegam que o Municipio não pode atender o pleito de reposição defendida pelas categorias. Elas reivindicam 20%. O fundamento foi a atual situação do país, com inflação controlada, e a eterna crise dos Municipios.Alegaram também que o governo federal não repassa os recursos do FUNDEB de acordo com a demanda da educação.
Após quatro rodadas, neste dia (22) a gestão propôs uma reposição de 3% e se negou a aumentar o incentivo à sala de aula dos professores.Atualmente 18%. A proposta foi logo rechaçada.
A diretoria alega que no ano passado com todas as dificuldades, envolvendo a troca de prefeitos, terço de férias atrasado a reposição foi de 7%; por que então este ano seria apenas de 3%? Por fim o secretário de Administração Alberto Leal propôs 4% como forma de equiparar a perdas inflacionárias. Não foi aceito pela diretoria.
Com isto segue-se o impasse e nova negociação foi marcada para segunda-feira, dia 26.

E O 1º DE MAIO? O QUE SE TEM EM VISTA?

A diretoria do SINDSERVI, representantes do O GRITO! e estudantes da UNEB estão se organizando para as comemorações do 1º de Maio: Dia do Trabalhador. A comemoração não se resumirá a festas e não contará com bandas famosas.
A proposta é: dia 30 de abril - Na Universidade do Estado da Bahia - Campus XIII - estes grupos estarão discutindo o contexto atual em que se inserem os movimentos sociais, onde os representantes de entidades sindicais,de movimento estudantil , MST e grupos independentes como o próprio O Grito! debaterão o tema: Crise ou Novas Configurações dos Movimentos Sociais?
No sábado haverá um espaço para a música alternativa, onde estudantes e trabalhadores poderão se confraternizar ao som de músicas que fogem aos enlatados do dia-a-dia.Nada de banda famosa!
Haverá oportunidade também para a panfletagem no centro da cidade, distribuição de mais uma edição do Jornal O Grito! e a presença dos envolvidos na organização do 1º de Maio na Rádio Comunitária local.
Vamos aguardar!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

MERA IMPRESSÃO ?...

Itaberaba (57 mil hab.) sofre. Ela é vitima das crises corriqueiras de grandes centros urbanos, como in-segurança (pública), desemprego, pobreza, sistema de saúde precário, pessoas abandonadas nas calçadas, políticos mal intencionados, etc. Mas nem sempre foi assim. Entretanto estes fatores se complicaram e tomaram outra dimensão com o aumento populacional, ou ainda por falta de providências por parte daqueles que são pagos para combaterem situações desta natureza, mas que simplesmente as ignoram. Mas se de um lado as autoridades são impotentes e permissivas, de outro, o povo emudece, consente. Os problemas aumentam, virando uma bola de neve sem tamanho, transformando uma cidade calma em um espaço de caos autorizado. As pessoas ao ignorarem os seus direitos optam em aumentar os muros de suas casas, reforçando portas e janelas com grades ou se provendo de cercas elétricas, nutrindo assim a velha história: o ladrão solto e o povo preso. Em Itaberaba, como em outras cidades do país, quando as autoridades falham , ou propriamente quando o Estado não cumpre o seu papel, o povo além das citadas formas defensivas improvisa. Por exemplo, em relação à in-segurança pública multiplicam-se na cidade as iniciativas de segurança privada, com seus homens percorrendo os bairros da cidade - fazendo rondas - , quando quem deveria fazer com maior frequência seria a própria policia militar. As noites são cortadas pelos assobios dos apitos dos vigilantes noturnos, enquanto isso a guarda municipal protege o patrimônio público e a polícia se recolhe à delegacia ou ao Batalhão de Polícia. Deste modo, vamos vivendo, ora pagando impostos e esperando ver o que vai dar, ora improvisando.
Mas se o Estado não cumpre o seu papel, nós da nossa parte alimentamos o erro quando aventuramos naquilo que parece ser mais fácil: pagar entre R$ 10,00 a R$ 15,00 mensalmente às iniciativas de segurança noturna para termos a ( falsa) sensação de proteção. Se o Estado por conta própria já passa esta "impressão" por que então devemos pagar duas vezes para termos a mesma sensação ? Quando mudaremos as nossas ações?